quinta-feira, agosto 15, 2013

O Inovador de ontem é o conservador de hoje e o ultrapassado de amanhã



Se você entrevistar qualquer grande empresário de qualquer ramo sobre o motivo que fez sua empresa se destacar no mercado e crescer acima de seus concorrentes, ele provavelmente dirá que ainda no início, quando as empresas que atuavam no ramo trabalhavam todas da mesma maneira ele introduziu no mercado um jeito novo de produzir, vender, distribuir, entregar ou qualquer outra característica que fizesse o seu produto ou serviço ser visto de uma maneira diferente e oferecer ao cliente algum tipo de vantagem ou facilidade.

Embora esse empresário nem sempre saiba, ele estará falando para você sobre INOVAÇÃO.

Essa palavra, que tem soado tão doce na boca dos estudiosos do mercado atual não tem nada de inovadora. A inovação é, na verdade, a mais antiga forma de diferenciação e agregação de valor a uma marca em relação às outras.

Todas as grandes empresas do mundo para conseguir o espaço que têm hoje implementaram algum processo inovador em sua cadeia de produção, operacional ou mercadológica.

O contrassenso dessa história é que a maior parte desses inovadores de ontem são justamente os conservadores de hoje, que têm visto suas marcas envelhecerem e definharem diante das inovações de seus sucessores, que nada mais são do que versões deles mesmos adaptadas aos conceitos culturais, econômicos, sociais e tecnológicos da atual realidade.

Não deixa de ser um choque ver pessoas que venceram pela inovação e sabem perfeitamente sua importância serem vencidas por ela, utilizando o mesmo argumento daqueles que foram ultrapassados por eles:

“Foi assim que eu fiz minha empresa dar certo e é assim que as coisas vão continuar sendo. Essas modas que estão aí passarão e minha empresa continuará firme e forte.”

Será que eles lembram que foi justamente esse o maior erro de seus concorrentes quando eles surgiram com suas ideias inovadoras, décadas atrás?

domingo, agosto 11, 2013

O fim dos blogs


Ao entrar na internet hoje, como em todos os dias, cumpri a rotina de sempre:

Após ver os e-mails e as notificações do Facebook, uma passada no site de um jornal local para ler a principal coluna política e depois em dois blogs de jornalistas babões do governo e outros dois que o governo não suporta.

Em seguida, mais três blogs sobre o cenário político nacional, um blog de assuntos gerais mais direcionado para tecnologia, um blog sobre jornalismo com ênfase em jornalismo online, dois blogs de humor, um blog de arte e fotografia e, por último, dois blogs sobre publicidade e mídias sociais.

Nessa sequência de visitas fui levado a vários outros "lugares" pelos hiperlinks apresentados:

Um site de um grande jornal nacional, três ou quatro vídeos no youtube ou vimeo (um deles era um videoblog), e vários blogs congêneres dos que eu estava visitando.

Saldo da manhã (aproximado):

- 02 sites de notícias (jornais)
- 18 blogs
- 03 vídeos
- 01 videoblog

Conclusão: quem fala que os blogs não são mais tendência está certo. Eles são hoje, efetivamente, a grande realidade da internet.