terça-feira, janeiro 31, 2012

Ricardo traiu a Paraíba



Ricardo não traiu Marlene, nem Aldo, nem Rangel, nem eu, nem você.

Ricardo traiu a instituição pública mais importante do estado da Paraíba.

Independente de quanto valha o seu patrimônio material, imaterial, científico, acadêmico, técnico, operacional ou qualquer outro, a Universidade Estadual da Paraíba é, sob todos os aspectos, o que esse pobre estado tem de mais valioso, assim como no deserto o que se pode ter de mais valioso não é a água, mas o camelo.

A UEPB representa a nossa única chance real de progredimento e de recuperação de uma história secular de descaso com a educação e com a formação de competências aptas a empreender as ações necessárias para que a Paraíba não precise nunca mais depender de coronéis da política, das sobras deixadas pelos saqueadores de recursos públicos ou das esmolas oferecidas pelos caciques da bandidagem nacional.

A UEPB é a nossa cáfila.

Ao tomar uma atitude digna dos piores regimes ditatoriais já conhecidos – aqueles comandados por ignorantes com medo do poder do conhecimento – o atual governador consegue, com apenas um ato, transformar-se no pior governante com o qual a instituição já conviveu. A professora Marlene e vários outros, que lutam pelos interesses da universidade desde o governo de Wilson Braga, passando por Burity, Ronaldo, Mariz, Maranhão I, II e III e Cássio I e II, serão capazes de reconhecer isso. Nenhum deles teve a coragem de, deliberadamente, peitar, de uma vez só, a Lei, os alunos, professores e funcionários, os ex-alunos - que mantém uma relação de extremo afeto com a instituição que os formou - e todos aqueles que veem na universidade pública, gratuita e de QUALIDADE a luz no fim do túnel de suas próprias existências, de seus descendentes e do seu estado.

Mas não foi só a estes tantos que o governador atingiu.

A principal vítima do ato covarde tomado pelo governante foi uma só pessoa: ele mesmo.

Com a atitude tomada neste fatídico dia 31 de janeiro de 2012, Ricardo Coutinho escreveu em sua biografia, como se houvesse tatuado em sua própria testa, a frase “Eu não sou digno de CONFIANÇA”.

Daqui por diante, quando Ricardo disser que vai fazer uma coisa, ninguém terá certeza se ele realmente fará ou se só está dizendo aquilo para conseguir algo dos que de alguma maneira serão beneficiários do resultado do cumprimento de sua promessa.

Sua palavra não vale mais.

A pecha de TRAIDOR figura agora em sua história, não porque lhe deram algum motivo para reagir, pois ele trai a quem como poucos se sacrificou para que ele pudesse estar onde está e para que o governo não tivesse sido inviabilizado em sua etapa mais crítica, seja abrindo mão de recursos que lhe são garantidos por lei, seja executando com seus próprios recursos ações que são de responsabilidade exclusiva do Estado.

É por isso que a traição está doendo tanto e em tanta gente. Porque foi covarde, cruel e dissimulada.

Porque foi pelas costas.

Mas traição não se paga com vingança. Traição se paga com PERDÃO.

Ricardo merece ser perdoado. Seja pela falta de maturidade ou pelo excesso de arrogância. Pela falta de visão ou pelo excesso de presunção. Por si ou pelos que o rodeiam.

João Pessoa, Campina Grande, Patos, Guarabira, Monteiro, Araruna, Catolé do Rocha, Lagoa Seca e todas as cidades que têm, tiveram ou ainda querem ter um filho seu formado pela melhor universidade estadual do Norte-Nordeste brasileiro deverão, nos próximos dias, com muita altivez, mostrar ao governador que, apesar do que lhe dizem seus mais próximos assistas, ele é, sim senhor, capaz de errar e, cabe a ele provar, também, capaz de corrigir seus próprios erros.

Além de todos os paraibanos "comuns", são convidados a participar dessa luta com ainda mais ênfase aqueles que defenderam, lutaram e trabalharam pela autonomia, como o senador Cássio Cunha Lima - que sabe mais do que ninguém o valor da lei e o quanto todos, inclusive ele, perdem com a sua desobediência -, o vice-governador Rômulo Gouveia, todos os demais senadores, deputados, vereadores, líderes sindicais, estudantis e comunitários. 

TODOS.

E que ao final dessa batalha, que haverá de ser vencida pelo povo paraibano, pelo bem do estado e pela manutenção da governabilidade, Ricardo seja perdoado, mas que esse erro jamais seja esquecido.

Sim. Isto é apenas um comercial.

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domingo, janeiro 29, 2012

Sofrimento

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Basicamente...

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Eleições 2012: o fim do "monólogo"


A partir de hoje vou postar aqui no blog alguns textos comentando as principais estratégias que podem contribuir com candidatos a cargos majoritários e proporcionais, e seus assessores, nas eleições municipais deste ano. São temas que se tornam ainda mais relevantes observando-se o crescimento da importância das redes sociais no contexto do processo eleitoral.

O primeiro aspecto que considero importante observar é que a partir destas eleições acaba-se definitivamente a campanha em que apenas o candidato se expressa, como em um monólogo, sem que os eleitores tenham direito a vez ou voz. Não falo de uma reunião ou comício onde alguém tenha a chance de falar e opinar ou de um candidato que seja democrático e aceite sugestões, no decorrer da campanha, de quem as queira dar. Falo da campanha como um projeto de comunicação, no qual, a partir de agora, será obrigatório prever, a cada passo, a participação do público que será atingido pela mensagem.

A palavra chave da campanha, neste aspecto, é DIÁLOGO. Ele tem que estar presente desde o planejamento até o último momento do processo. E por saber que ele estará presente, queira ou não queira o candidato, é que torna-se obrigatório estar preparado para conviver com ele.

Antes de mais nada, será preciso ouvir o eleitorado ainda antes de executar o projeto, para entender não apenas o que as pessoas querem de você, mas, também, baseado no que elas sabem – ou não – a seu respeito, o que elas acham que você seja capaz de realizar.

Depois de saber o que as pessoas esperam ou de ter a comum decepção de descobrir que elas não lhe conhecem e à sua história como você achava que conheciam, é preciso estar atento, ao longo de toda a campanha, ao que elas andam comentando a seu respeito e buscar por todos os meios participar dessa discussão, respondendo todas as perguntas, comentários, críticas, elogios e até ataques e insultos, com o cuidado, obviamente, de dar importância a quem não tem e de não descer aos baixos níveis dos menos civilizados.

Se antes para saber o que as pessoas estavam achando de você era preciso a ajuda dos fofoqueiros e alcaguetes que sempre dão as caras nos bastidores da política ou, pelo lado profissional, de pesquisas e outros instrumentos de auscultação da opinião pública, hoje é preciso, sobretudo, um permanente e minucioso trabalho de monitoramento dos meios sociais virtuais, pois está plenamente comprovado que da mesma maneira que a "vida real" repercute nas mídias sociais, hoje em dia, cada vez mais, as redes sociais agendam o debate sobre os mais diversos assuntos no universo material.

Para que seja feito esse acompanhamento já existem ferramentas simples e extremamente úteis de monitoramento e metrificação da disseminação de conteúdos na internet capazes não só de acompanhar o “buzz” a respeito de determinada marca ou pessoa, mas também de prever a disseminação de algum tipo de conteúdo de seu interesse.

Isso mesmo. PREVER.

Mas como?

Imagine que alguma pessoa que trabalhou com você no passado posta na internet uma imagem ou texto que desminta a imagem que você está tentando construir na campanha (independente de ser verdade ou não). Essa informação já está na rede, mas enquanto as pessoas não perceberem-na e começarem a disseminá-la ela ainda não causou dano algum.

O número de amigos ou seguidores do autor, a rede utilizada, o dia e horário e até o serviço de hospedagem onde a foto, vídeo ou texto está alojado na rede podem facilitar o estancamento de uma crise potencial, desde que haja rapidez na identificação do evento, sensibilidade para perceber sua real importância, competência para estancá-lo ou habilidade para reverte-lo.

Também há os casos em que o conteúdo não é sobre você, ainda. Como quando falam de um assunto que você teme que, com o andamento da discussão, vá terminar apontando para algum fato que lhe envolva. Antes mesmo do seu nome ser citado já é possível redirecionar a discussão e afastá-la de você, utilizando-se das mais diversas estratégias. Mais uma vez, rapidez, sensibilidade, competência e habilidade.

Isso não é só quando as coisas são contra você. Quando são a favor também é possível maximizar os resultados e incentivar a proliferação. E há, ainda, os casos onde o conteúdo é sobre algum adversário. Também nesses casos é possível interferir a seu favor.

O que é preciso entender, inicialmente, é que a sua imagem nessa campanha não será mais construída apenas por você. Você deverá, obrigatoriamente, acompanhar essa construção coletiva e poderá, sempre que indicado, tentar direcionar o fluxo a seu favor.

E para aqueles que pensam que ainda será possível fazer uma campanha off-line, sem se envolver nas mídias sociais ou sem dar importância para o que nelas acontecer, nem preciso lembrar que quem escolhe o que será veiculado na internet não é você e que a maioria dos grandes fenômenos virais ou meméticos nos últimos anos não foram gerados pelos seus atores principais e, mais importante, sequer aconteceram originalmente de alguma maneira ligados aos meios sociais.

Para lembrar o último e um dos maiores fenômenos de todos os tempos, a indefectível Luíza Rabello virou celebridade a partir de um comercial do qual ela NÃO participou e que fazia parte de uma campanha que NÃO previa qualquer tipo de veiculação na internet.

Concluindo, as redes sociais não são uma opção nesta campanha. Elas são absolutamente obrigatórias. E, partindo do pressuposto que você não tem nenhum controle sobre elas, se você não previr como vai se comportar em relação a elas algum moleque que nem vota poderá tirá-lo com extrema facilidade da disputa. Ou transformá-lo em um fenômeno eleitoral. Depende, também, de você.

Eu sou um humano branco. E você?

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sábado, janeiro 28, 2012

Meritocracia

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sexta-feira, janeiro 27, 2012

Faz tempo...




Valdir Peres (São Paulo), Leandro (Flamengo), Oscar (São Paulo), Luisinho (Atlético Mineiro), Júnior (Flamengo), Cerezo (Atlético Mineiro), Falcão (Roma), Sócrates (Corinthians), Zico (Flamengo), Serginho (São Paulo), Éder (Atlético Mineiro), Paulo Sérgio (Botafogo), Carlos (Ponte Preta), Edevaldo (Internacional), Edinho (Fluminense), Juninho (Ponte Preta), Pedrinho (Vasco), Batista (Grêmio), Paulo Isidoro (Grêmio), Dirceu (Atlético de Madrid), Renato (São Paulo), Roberto Dinamite (Vasco). Técnico: Telê Santana.

Bons tempos, quando o Brasil, mesmo quando perdia, convencia!

Não entendeu? Deixa pra lá...

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quinta-feira, janeiro 26, 2012

Cobertura de conflitos: coragem ou covardia?



Lembra daquela matéria que passou na TV mostrando uma comunidade fechando uma rodovia com pneus velhos e troncos de madeira? E daquela reportagem sobre os manifestantes que invadiram uma repartição pública e tiveram que ser expulsos pela polícia?

Todo mundo lembra de ter visto várias coberturas jornalísticas de eventos como esses, assim como vamos todos lembrar durante um bom tempo das cenas de guerrilha entre os moradores de Pinheirinho e a polícia militar, há alguns dias, no interior de São Paulo.

Mas alguém lembra de ter visto alguma matéria sobre o que levou àquilo antes daquilo acontecer?

Este é um aspecto da notícia muito debatido nas salas dos cursos de jornalismo de todo o Brasil, pois a imprensa tem a mania de mostrar determinadas manifestações e conflitos sociais anunciados com dias, meses, anos de antecedência e que poderiam até ser evitados por uma boa reportagem que alertasse a população e denunciasse a postura dos gestores públicos, quase sempre apontados, com razão, como maiores culpados por mortes em estradas e rodovias, falta de atendimento em serviços públicos, descaso no tratamento dos problemas da comunidade etc.

Nessas coberturas a gente sempre tem a fala de um manifestante dizendo que já esgotaram-se todas as possibilidades de diálogo e negociação com quem de direito e que aquele é um ato extremo para tentar sensibilizar a opinião pública. Depois vem um representante do governo – quando eles se propõem a falar – afirmando que o problema será resolvido rapidamente e que determinado órgão está mobilizado para atender à demanda da comunidade.

Ou seja, o problema começa, se desenvolve, cresce, chega a um ponto insustentável, a população se mobiliza, realiza um ato extremo – que, por vezes, prejudica o governo ou outras parcelas da sociedade – e a imprensa logo corre para fazer a cobertura das imagens chocantes e dos embates violentos entre governo e cidadãos.

No momento em que opta por esse tipo de abordagem, a mídia dá à si mesma, publicamente, um inegável atestado de incompetência, adotando como regra o que deveria ser exceção e abrindo mão de um importante papel social, que é utilizar-se dos recursos que dispõe para possibilitar o diálogo entre a população e o poder público, servindo, num primeiro momento, como investigador, para depois denunciar e, finalmente, propiciar a resolução dos problemas, sempre que possível pelas vias pacíficas.

Mas que graça tem isso no contexto atual do jornalismo espetacular e apelativo? Nenhuma!


É muito melhor deixar a corda esticar e gravar o momento do rompimento. Dá manchetes mais atrativas, imagens mais impactantes e gera discussões mais acaloradas, sem falar que, a depender do “posicionamento político” do veículo (no Brasil, todos os veículos têm um), essas coberturas sempre servem para cutucar algum nível do governo, demonstrando assim a “força” do quarto poder.

Sempre que você vir alguma reportagem sobre algum tipo de manifestação ou protesto popular, procure pensar se aquela situação não poderia ser evitada se o veículo tivesse feito alguma reportagem antes, quando o problema ainda não havia chegado àquele ponto de estrangulamento.


Se a sua conclusão for SIM, significa que, ao invés de destemido e independente como tenta parecer que é, na verdade aquele veículo é covarde e irresponsável em relação ao seu papel social.

E assim a gente vai aprendendo a consumir com mais consciência o produto mais importante dos tempos atuais: informação.


quarta-feira, janeiro 25, 2012

Será que foi atentado?

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Hora do Pagamento

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O governo tem até o próximo dia 30 para cumprir com a UEPB o compromisso de regularizar o repasse do duodécimo e começar a quitar o débito de mais de 100 milhões que tem com a instituição. Pela autonomia conquistada com tanto sacrifício, a UEPB espera que o governador HONRE a palavra empenhada!
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Não seja parede

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Curtir e Compartilhar é fácil...

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A gente precisa ser mais exiGente

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Uma das maiores oportunidades para ficar calado que eu já vi alguém perder em todos os tempos. Essa lembrança vai dar aquela pontadinho no peito desse senhor até o final dos seus dias, com certeza.
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Hoje é dia de diversificar

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terça-feira, janeiro 24, 2012

Cenas de uma desistência

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Até no Facebook, tudo pela "audiência"!

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Lembra de quando o apresentador Ratinho curtiu sua época de maior sucesso na TV? O principal bordão dos seus programas era a plateia que gritava: Porrada! Porrada!

E já naquela época vivíamos reclamando daquela baixaria, daquele esforço sem fim para conseguir e manter audiência, se utilizando, para tanto, da desgraça humana.

O fenômeno Ratinho não era inédito. Antes dele foram muitos os que levaram as mazelas da sociedade para a TV ou para o rádio com o objetivo de conseguir audiência, em redes nacionais ou emissoras locais. Depois dele, a baixaria continua. Hoje, na TV brasileira, sem nenhuma dúvida, a maior representante do estilo “abutre midiático” é a apresentadora Sônia Abrão, que parece não ter nenhum senso de responsabilidade social e se presta a explorar de maneira sórdida os mais escabrosos fatos da vida cotidiana brasileira.

Todos “odeiam” a Sônia Abrão e seus asseclas, travestidos de profissionais respeitados e especialistas em desgraça da vida alheia, mas, como se diz popularmente, “tem muita gente que vê”. Eu mesmo, viciado inveterado em TV, que sempre trabalho com alguma ligada por perto, tenho sempre meus cinco minutos de Sônia durante a tarde. Ponho no canal, tento assistir, passam-se cinco minutos, não consigo, mudo de canal...

Agora o fenômeno do “tudo pela audiência” começa a contaminar de maneira perigosíssima a – atualmente – mais importante rede social no Brasil: o Facebook. Mais do que postar conteúdo que tenha alguma mensagem a transmitir ou que convide aqueles que o virem a algum tipo de reflexão ou descontração, as pessoas começaram a utilizar os recursos disponibilizados pelo Facebook para tentar alavancar a audiência de suas imagens. Não é incomum ver imagens que nos oferecem opções de gostar ou não gostar de uma coisa ou outra ilustradas por legendas que nos pedem para Curtir, Compartilhar ou Comentar.

Inobstante terem se revelado recursos bem interessantes para a realização de enquetes com usuários da rede, esses recursos transformaram-se, na prática, em um mecanismo de aferição da audiência e da pertinência da imagem e, por consequência, numa maneira de forçar as pessoas a distribuir o conteúdo, já que com a recém-implantada timeline do Facebook, qualquer das ações vai aparecer na sua “linha do tempo” e poderá atrair seus amigos.

Nenhum problema até aí, já que o único efeito dessas ações é, como se fosse pouco, a poluição ainda maior do “ambiente” virtual. O problema é, de fato, que algumas pessoas têm partido para a estratégia do “tudo por uma interação”, seja ela compartilhar, curtir ou comentar. Imagens absolutamente incompatíveis com a proposta de uma rede social como o Facebook têm invadido os nossos perfis. Corpos desfigurados por acidentes ou em tiroteios, pessoas em situações vexatórias ou fotos de determinadas doenças têm sido utilizados para provocar as pessoas a opinar, aprovar ou redistribuir tais conteúdos. Algumas, inclusive, são utilizadas fraudulosamente, como a foto de um bebê com um tumor na face, que foi apresentada como um câncer que estaria sendo tratado com a ajuda do próprio Facebook, que doaria entre R$ 0,05 e R$ 0,50 por cada vez que a imagem fosse compartilhada.

A foto, na verdade, era de uma site americano que falava sobre uma técnica de tratamento para o caso. Para descobrir a fraude foi muito simples: bastou digitar “baby face tumor” no Google Images e ela surgiu, servindo de link para o blog www.selfdevelopmentblog.com. Apenas um autor de uma das várias postagens da imagem no Facebook, que tem pouco mais de 300 amigos na rede, conseguiu mais de três mil compartilhamentos em apenas algumas horas, o que demonstra, em primeiro lugar, que esse tipo de imagem de fato tem o poder de fazer com que as pessoas sintam-se tocadas e estimuladas a ajudar, mesmo que seja apenas com a redistribuição para seus contatos, sem, no entanto, verificarem a veracidade da informação, seja com algum tipo de pesquisa, seja utilizando o bom senso, já que é difícil imaginar que uma empresa como o Facebook se proponha a doar dinheiro por qualquer tipo de compartilhamento de conteúdo, principalmente se esse conteúdo for ofensivo aos seus usuários.

De qualquer maneira, fica a dica a todos para que evitem redistribuir conteúdos sobre os quais não tenham certeza da origem ou, principalmente, dos benefícios para aqueles que os visualizarem. Somos todos responsáveis por manter nosso meio ambiente, seja real ou virtual, limpo e saudável. Se é tão difícil na realidade, tentemos a facilidade da virtualidade.
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segunda-feira, janeiro 23, 2012

Nada como uma boa apuração jornalística

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Genial

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Genial observação do Frei Leonardo Boff, ontem, na TV, explicando porque Deus, cujo verdadeiro nome, segundo ele, é "Amor", não é para ser entendido com a cabeça e sim sentido com o CORAÇÃO!

domingo, janeiro 22, 2012

Tem que conectar



Algumas novas regras que não estão na legislação eleitoral entrarão em vigor nas próximas eleições municipais. Elas atingem partidos, candidatos a cargos majoritários e proporcionais, consultores, assessores, jornalistas e, principalmente, eleitores.

Das novas regras, a principal é a que estabelece que todos aqueles que queiram participar ativamente no processo eleitoral devem estar conectados. Obviamente que o mandamento é opcional para um desses grupos: o dos eleitores. Os demais, sem nenhuma escala de prioridades, devem estar absolutamente cientes da importância de estarem atentos a tudo que acontece nos espaços virtuais nos quais haja qualquer tipo de interação entre pessoas relacionada com o processo eleitoral.

Numa alusão à frase de Jesus (Mt 18:20), onde dois ou mais estiverem reunidos para discutir política, é preciso estar também. Os jornalistas para que possam colher ainda no nascedouro informações que tenham potencial de se transformar em notícias ou verificar como está se posicionando o público em relação à agenda proposta pela mídia; os consultores para que possam conhecer melhor o “target”, os opositores e até seus próprios consulentes, traçar suas estratégias direcionadas para este universo, reagir a movimentos próprios do meio e nele lançar pacotes de informação com o objetivo principal de fazer com que sejam disseminados, natural ou artificialmente, inicialmente no mundo virtual e, logo após, no mundo real; assessores devem estar em alerta permanente, pois será deles o papel crucial de manter seus assessorados “online” de maneira que possam reagir em tempo real da maneira mais produtiva possível ao fluxo de informações em constante movimentação, principalmente nas redes sociais mais populares.

Os eleitores, únicos com o status de participantes opcionais, nesse novo cenário, assumem definitivamente o papel de atores ativos de todo o processo e não mais de capítulos especiais (pesquisas, eventos e repercussão de notícias). Alguns passarão a se comportar de maneira crítica em relação a tudo o que lhes for apresentado, aceitando algumas informações de maneira natural, debatendo outras e combatendo as demais. Obviamente suas posições históricas no processo influenciarão – e muito – esse comportamento, mas algumas estratégias poderão fragilizar essas posições e, em alguns casos, até possibilitar a conversão de críticos sistemáticos em apoiadores incondicionais. Pode parecer difícil, mas não é.

Via de regra, os eleitores conectados deverão se dividir basicamente em cinco grupos: os apoiadores convictos de algum grupo político, alguns deles se posicionando como verdadeiros soldados da causa, dispostos a defender seus pontos de vista à exaustão; os simpatizantes de uma candidatura, que se comportarão muito mais como “torcedores”, vibrando nos melhores momentos e lamentando – ou criticando – nos momentos difíceis; os críticos sistemáticos serão contra tudo e contra todos, profetizando o caos político generalizado e a impossibilidade de soerguimento com o que se apresenta como solução para os problemas atuais; os descrentes se posicionarão como avessos à discussão e farão questão de demonstrar que não gostam de política e não acreditam nela como meio de transformação social, refutando qualquer tipo de abordagem; e, finalmente, os “consumidores” políticos se apresentarão como dispostos a serem conquistados por quem lhes demonstre boas propostas e a capacidade para coloca-las em prática, evidenciando, obviamente, para isso, provas de sua competência.

Alguns candidatos ainda imaginam que como não têm entre seu eleitorado tradicional parcela significativa de internautas não precisarão se preocupar muito com esse admirável mundo nebuloso. Pode ser este o mais grave engano de suas estratégias. Não podemos esquecer que há atualmente nas mais distantes localidades um computador ligado à internet, os celulares estão fazendo com que todos possam estar conectados o tempo todo em qualquer lugar, as escolas e empresas fornecem acesso ilimitado aos seus alunos e funcionários e os meios de massa multiplicam permanentemente os principais fatos que por vezes nem existem no mundo real, apenas nas redes sociais. Mas, sobretudo, é preciso lembrar que em terra onde quase ninguém tem internet, quem tem é formador de opinião natural. O ancião de antigamente vem cedendo lugar ao jovem nerd de hoje, que não apenas serve como fonte de informação para comunidades “desconectadas”, mas que também tem extremo poder de influência entre aqueles que dele dependem para consultas, pequenos serviços (e-mails, pagamento de contas, compras, acesso a serviços públicos etc.) e auxílio para sua própria inclusão digital.

Nesse contexto, até pelos recursos que despende, a inclusão da internet, com ênfase para as redes sociais, no projeto de campanha é obrigatória e, por suas próprias características, absolutamente viável.

Volto ao assunto...

sábado, janeiro 21, 2012

Adota!

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Tá explicado

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sexta-feira, janeiro 20, 2012

O negócio é sério...

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quinta-feira, janeiro 19, 2012

Volte a bordo...

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Quem lembra?

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quarta-feira, janeiro 18, 2012

O acidente de Shaolin

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Por volta de 1996, depois de seu primeiro grande sucesso de bilheteria no Teatro Municipal, Shaolin juntou um bom dinheirinho e decidiu comprar um carro. Beto Urtiga, que junto comigo produzia o seu programa na TV Borborema, tinha um fusquinha azul marinho e estava doido pra se livrar do bicho.

Feita a venda, lá estava Shaolin de posse do seu primeiro automóvel. Só tinha um problema. Ele não sabia dirigir. Era o típico “cangueiro”! Mas tudo bem, lá se vai Shaolin com seu novo carango, feliz da vida, pelas ruas de Campina Grande.

Nos dias que se seguiram não foram poucas as histórias sobre as aventuras do piloto Shaolin, até que aconteceu o trágico evento...

Numa noite qualquer, vinha Shaolin em seu bólido de origem alemã circulando o Açude Novo, nas proximidades do Museu de Artes, quando acelerou demais na curva, perdeu o controle e o carro bateu na calçada do muro da Clarissas. O pneu direito dianteiro fez o efeito alavanca e o carro capotou, caindo, virado, sobre a calçada.

Expectativa...

Correria...

Pânico...

E eis que quando as pessoas que estavam nos trailers do outro lado da rua começaram a correr para socorrer o acidentado, Shaolin pula de dentro do carro, sem um arranhão sequer, porém completamente descabelado e tonto, e começa a gritar para todos, acenando vigorosamente com os braços:

- Sai! Sai! Isso é uma gravação!

Rapidez de raciocínio, presença de espírito, bom humor.

Shaolin é especialista nisso. Em transformar acidentes em experiências enriquecedoras.

E assim foi o acidente de Shaolin. O único que merece ser lembrado...

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terça-feira, janeiro 17, 2012

Campina sai na frente de novo



Faltando pouco menos de nove meses para o primeiro turno das eleições 2012, o processo gestacional do pleito encontra-se em estado adiantado na capital política da Paraíba. 

Enquanto a capital administrativa vive dias de grande instabilidade em todas as correntes políticas, Campina Grande já conta com pelo menos cinco candidaturas “aparentemente” consolidadas. Explico o “aparentemente”. Em primeiro lugar porque temos muito prefeito pra pouco vice. Não se sabe se alguns candidatos à cabeça da chapa cairão de posto através das tradicionais composições ou se alguns partidos rifarão seus pretensos candidatos priorizando a chapa proporcional. O fato é que Daniela, Guilherme, Marlene, Romero e Tatiana estão, segundo os seus partidos e principais apoiadores, confirmados na disputa. Ainda teremos o PSOL (que venha David outra vez!), que não foge à luta; o professor Washington, que o PV afirma que vai bancar; e o empresário José Arthur “Bolinha”, do PTB, que também era candidato certo na eleição passada e terminou satisfeito com a coordenação da campanha de Rômulo Gouveia.

Se tivesse que apostar em quais candidaturas realmente deverão se consolidar, apostaria apenas em Daniella e Marlene. Dos demais, Tatiana está com o prego batido pelo prefeito, mas o senador ainda não virou a ponta. No caso dos dois restantes, sinais de fumaça apontam no horizonte possibilidades de mudança.

E o horizonte no qual esses sinais podem ser vistos é a internet. Na falta de um único site jornalístico confiável e isento em todo o estado, o jeito é “ler” as entrelinhas das notícias e as timelines dos perfis das redes sociais.

No caso das notícias, destaco uma na qual o prefeitável Guilherme Almeida “ameaça” apoiar Daniella no segundo turno. Inobstante ser a mais burra das estratégias um candidato assumir que não irá ao segundo turno com nove meses de antecedência, há um claro sinal de chantagem no ar. Se é para conseguir ser o “segundo piloto” da equipe ou o “co-piloto” da nave, não sei precisar, mas que tem um recado encriptado na mensagem, isso tem.

E nas redes sociais, outros sinais são visíveis. Na candidatura oposicionista, estranhei esta semana ver divulgação de um artigo no qual o vereador João Dantas “defendia” a candidatura de Romero Rodrigues. Mas candidatura consolidada precisa ser “defendida”? Para completar, ainda hoje vi uma tuitada de alguém dizendo que o candidato tinha que ser Rômulo Gouveia. Quando olho melhor, percebo que o texto havia sido retuitado pelo próprio vice-governador, que já declarou o seu apoio a Romero. Estranho. Muito estranho.

O outro caso que me chamou a atenção no twitter foi o fato da candidata Daniella Ribeiro, que tem hoje, de longe, a pré-campanha mais bem estruturada (seja no mundo real, seja no virtual) da cidade, ao fazer comentários “ao vivo” sobre a entrevista da médica Tatiana no programa de Luís Torres, receber um efusivo elogio de uma das mais importantes e influentes dirigentes petistas na cidade, a professora Socorro Ramalho, confirmando a suspeita que um passarinho me contou de que o senador provavelmente vai deixar o prego sem virar, preferindo colocar uma tachinha que leva sob sua asa na chapa da filha de Enivaldo.

Se não for nada disso, no mínimo o que estamos vendo são sinais de falta de  preparo, planejamento, coordenação e sincronia nas ações de alguns candidatos nos meios de comunicação jornalística e social. Será que ainda pensam que a campanha só começa realmente em julho?



E viva as mídias sociais!

Pense bem antes...

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Obviamente que eu não corri o mesmo risco da garota (lindo e gostoso como sou... rsrsrsrs), mas nas poucas cachaças que já tomei na vida, em duas tive o famoso "apagão", nos quais as pessoas me diziam que eu parecia até normal (obviamente com os traços da embriaguez), mas que minhas atitudes eram completamente desequilibradas (querer brigar, desacatar autoridades, depredar patrimônio público, desrespeitar pessoas muito queridas etc.). E nessas duas vezes eu não lembro de absolutamente nada. É claro que eu seria responsável por tudo de ruim que fizesse naquele estado, mas querer culpar alguém pelo que "sofreu" durante uma cachaça me parece, no mínimo, preconceituoso... Enfim, sei de casos de meninas que ficaram muito traumatizadas com experiências semelhantes e tudo de pior que podia lhes acontecer era de repente ver uma pessoa ser punida em rede nacional por algo que as machuca tanto.


O Desafio está lançado

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segunda-feira, janeiro 16, 2012

Que "confusion"!

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Bola fora...

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sábado, janeiro 14, 2012

Mãos

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sexta-feira, janeiro 13, 2012

Tudo mesmo

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quinta-feira, janeiro 12, 2012

Adesivos interessantes...

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terça-feira, janeiro 10, 2012

Tchiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiio!!!

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De Mersinho, Tainá, Lourdes, Luiz Arthur, Laíse, Kurisko, Peleta, Xugatinha, Barrichello, Fanny e Waldemar!!!

domingo, janeiro 08, 2012

Ah se eu te pego...



Isso é que é avanço!



Pela desorkutização do Facebook



Há pessoas e pessoas...



Pois é, todo mundo...



sábado, janeiro 07, 2012

2012: o fim da campanha offline




Mídias Sociais: decisivas.

Começou mais um ano eleitoral.

2012 será um ano marcante para a história político-eleitoral brasileira. Viveremos as primeiras eleições após a democratização, de fato, do acesso à internet e a consolidação das redes sociais junto a todas as parcelas da sociedade.

É fato que em algumas cidades bem próximas a Campina Grande o efeito das mídias sociais e móveis ainda será limitado ao baixo grau de interesse e à impossibilidade da população para delas fazer bom uso, principalmente pela falta de conhecimento, de educação e de programas de inclusão digital.

Mas aqui, na Rainha da Borborema, as redes sociais deverão se transformar em um capítulo à parte da eleição, ou melhor, deverão se transformar em uma eleição à parte e com grandes chances de influir decisivamente na campanha do mundo real.

Quero crer que todos os prováveis candidatos a cargos majoritários já estejam plenamente conscientes disso, preparando suas estratégias e, principalmente, seus estrategistas e seus pelotões de soldados virtuais para a série de batalhas que ocorrerá na internet. E, lembro sempre, nem sempre aquele marqueteiro super criativo que lhe garantiu a vitória estrondosa ainda no primeiro turno sequer consegue perceber como se dá a dinâmica das redes sociais. Acha que ainda não vale a pena investir nesse campo... Quem aposta?

Obama: twiteiro sem nunca ter usado o twitter
O maior exemplo de rasteira dada pelas redes sociais foi a que sofreram os opositores de Barack Obama nos EUA. Não acreditaram na força das novas mídias e foram atropelados por um candidato que tinha como principal meio de comunicação direta com o eleitor o twitter e meses depois de eleito confessou jamais ter usado, pessoalmente, a ferramenta.

Se nas eleições passadas as metas eram colocar milhares nas ruas durante as passeatas, bater o recorde de pessoas em um comício ou conseguir quilômetros e quilômetros de carros e motos nas carreatas, agora os candidatos deverão buscar emplacar suas hashtags nos trending topics, viralizar seu vídeo do youtube para conseguir mais acessos que os concorrentes e gerar buzz permanente no facebook, na forma de compartilhamentos e “curtimentos”, seja com conteúdo “oficial”, seja com material produzido (ou que pareça ser...) pelos próprios internautas.

Não há ainda dados seguros que atestem que a quantidade de eleitores “online” será capaz de decidir diretamente a vitória nas urnas, mas a correta utilização das “batalhas virtuais” da campanha, principalmente com a repercussão nos meios tradicionais, será com absoluta certeza o fiel da balança na parte, digamos, regulamentar das eleições (a outra parte é aquela das madrugadas pré-eleições e do trabalho de cooptação de eleitores mediante pagamento, onde nem a mídia tradicional e nem, muito menos, a Justiça Eleitoral têm qualquer influência).

Será preciso muito cuidado. O eleitor online é, em sua maioria, bem diferente do tradicional componente de claque. Se alguns serão remunerados e se dedicarão integralmente ao embate virtual, outros – a maioria – precisarão ser conquistados a cada dia e só se empenharão de verdade na defesa e multiplicação dos programas de seus candidatos se perceberem que são tratados por esses candidatos como acham que merecem. O candidato deve estar sempre atento e acessível, responder a TODAS as solicitações de interação nas redes sociais e contribuir para as estratégias da campanha virtual, seja adaptando sua agenda de campanha com a inclusão de ferramentas de compartilhamento nos meios sociais, seja com a realização de eventos completamente direcionados para estas mídias.

Candidato bom será candidato online e full time.

O eleitor vai querer saber onde está o candidato a cada momento, pelo Foursquare, vai querer ver fotos de todas as suas atividades (inclusive as privativas, como reuniões estratégicas e encontros pessoais) no Flickr, vai querer acompanhar o diário atualizado da campanha no blog do candidato, vai querer ver vários vídeos da campanha por dia no Youtube e, sobretudo, vai querer que tudo isso lhe seja disponibilizado em tempo real nas timelines do twitter e facebook.

Pela primeira vez os candidatos terão à sua disposição uma importantíssima ferramenta de feedback para saber se esta ou aquela liderança atrai ou afasta eleitores, como as pessoas reagem às suas propostas de governo ou quais os assuntos que mais ajudam ou atrapalham sua penetração junto a determinadas parcelas do eleitorado. Aliás, a palavra de ordem dessa campanha virtual será SEGMENTAÇÃO, que, com as ferramentas apropriadas, possibilitará atingir cada target de maneira efetiva e segura, sem ruídos e sem desvios de foco e, principalmente, acompanhar minuto a minuto o desempenho de cada tema ou ideia junto ao público.

MEMEs: verdadeiros fenômenos em traços simples
Posso afirmar com absoluta certeza que as redes sociais serão a segunda mais importante mídia dessa campanha, atrás apenas das inserções de TV e à frente do próprio horário eleitoral gratuito, que este ano será muito mais visto pela internet, sob demanda, do que em sua exibição tradicional. Eventos de rua precisarão passar por um processo de reformulação para que possam ecoar com rapidez e força nos perfis dos participantes (teremos comícios e passeatas com WiFi?), imagens marcantes precisarão ser minuciosamente previstas para que sejam viralizadas rapidamente, “memes” nascerão e poderão transformar-se em verdadeiros fenômenos, então será preciso muito cuidado para que eles trabalhem a favor do candidato e, sempre que possível, contra o oponente.

Sarah Palin: inviabilizada pela ridicularização
Embora já possa ser considerada uma mídia de massa, a internet precisará ser vista e tratada a partir de seus inúmeros nichos e trabalhada com estratégia capilarizada e estrutura multinível. Trabalho de formiguinha mesmo, ativo, passivo e interativo. E a parte mais importante de todas será a monitoração, para conseguir detectar desde o início as potenciais ameaças ou trunfos. Qualquer ato ou palavra impensada poderá dar início a um turbilhão de críticas capaz de destruir todo o trabalho de construção da marca e da imagem do candidato ou de suas propostas.

E para quem pensa em colocar aquele “sobrinho, conhecido ou assessor que mexe com internet” para cuidar das estratégias de mídias sociais, pode parar e pensar melhor, pois corre o risco, com esse descuido, de deixar escapar a vitória. Internet é Meio + Mensagem. É preciso dominar os dois. Adaptações devem ser feitas com muito cuidado e nem toda boa ideia é recebida como planejado. Algumas se transformam em verdadeiros fiascos e até contribuem para a oposição. É imprescindível ser rápido, tanto para identificar oportunidades de avanço quanto para reconhecer necessidades de recuo e mudança de rumo.

O bom humor deve estar presente, mas com responsabilidade e sem exageros. A crítica deve ser muito bem fundamentada e qualquer problema apontado deve sempre estar acompanhado de uma sugestão de solução.

O mais importante de tudo é saber com quem se estará lidando e qual a linguagem correta a ser utilizada. Os programas de TV não poderão simplesmente serem “postados”. Terão que ser adaptados, não apenas no conteúdo, mas, também, na linguagem, com som mais limpo (música mais baixa), imagens mais próximas e planos mais longos, que funcionam melhor nas telas menores. Novas linguagens também deverão ser buscadas, como os vlogs, as webséries, os curtas, os documentários e os pequenos comerciais criativos.

Aliás, CRIATIVIDADE será o diferencial dessa nova campanha. Uma criatividade diferente, online, instantânea e antenada com o que ocorre aqui e no mundo todo.

E que vença o melhor, ou melhor, o mais CONECTADO!