segunda-feira, julho 18, 2011

A Elegância do Comportamento


Baseado em texto de Toulouse-Lautrec

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a Elegância do Comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.

Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe das pequenas maldades ampliadas no boca-a-boca.

É possível direta-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir ao mais humilde.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.

É possível diretá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante, você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para fazê-lo…

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.

É muito elegante não falar de dinheiro em conversas informais.

É elegante retribuir carinho e solidariedade.

É elegante o silêncio, diante de uma rejeição…

É elegante não “pegar emprestado” objeto da casa das pessoas, por menor que seja…

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do Gesto.

Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

É elegante a gentileza.

Atitudes gentis falam mais que mil imagens…

… Abrir a porta para alguém é muito elegante.

… Dar o lugar para alguém sentar… É muito elegante.

… Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma…

… Oferecer ajuda. É muito elegante.

… Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.

A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licença para o nosso lado grosseiro, que acha que “com amigo não tem que ter estas bobagens”.

Se os amigos não merecem certa cordialidade, os desafetos é que não irá desfruta-la.

Educação enferruja por falta de uso!

E, detalhe: não é supérfluo.

2 comentários:

Tainá Caju disse...

Assino embaixo! Muito bom.. :***

Andrezza Marianna disse...

Gostei bastante.. compartilhando! =)