sexta-feira, março 02, 2012

Ctrl+C Ctrl+V no concurso da UEPB



Alguns avanços no Brasil têm atropelado a logística.

Na economia, tecnologia, comunicação, legislação, política, enfim. As coisas vão acontecendo e quando a gente vê tem que lidar com aquilo, mas não tem capacidade, competência, estrutura...

Um dos fenômenos atuais no Brasil são os concursos. Depois um tempo meio parado, nos últimos anos os concursos têm se espalhado por todas as regiões e poderes do país e, além de um grande mercado de cursos e material didático e de uma nova atividade cada vez mais em voga – a de “concurseiro” – os certames têm sido marcados por muita incompetência por parte daqueles que os organizam. Eu mesmo fui vítima de uma fundação lá das brenhas de São Paulo que não tinha capacidade para organizar uma prova prática da qual eu participei, fez uma lambança sem tamanho e eu tive que passar dois longos anos esperando que a Justiça me desse o direito de assumir um cargo que era meu de fato e de direito.

Ultimamente, na Paraíba, todo concurso é a mesma ladainha: desorganização, pessoal despreparado, falhas na composição, impressão, distribuição e correção das provas, suspeitas de “arrumadinhos” e várias outras.

As últimas vítimas da péssima organização de um concurso na Paraíba foram os milhares de candidatos ao cargo de Assistente Administrativo na UEPB, além da própria instituição, que agora se vê diante de um grandioso impasse que poderá atrasar muito a contratação de servidores que hoje lhe fazem falta.

A Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, competente e respeitada em várias outras áreas, como a incubação de empresas de base tecnológica e o desenvolvimento de projetos de gestão e inovação científica, mostrou-se um retumbante fracasso em todas as etapas do certame, com ênfase em suas fases finais, desde a aplicação da prova até a divulgação do resultado final.

No dia de realização das provas foi testemunhado pelos candidatos e seus amigos e familiares (eu incluído) as mais vexatórias falhas, que, por si só, já dariam motivos sólidos para que o concurso fosse sumariamente cancelado e, no mínimo, a entidade organizadora pagasse pela contratação de outra que fosse efetivamente capaz de organiza-lo. Pessoas entrando com celulares até a sala de prova e depois jogando seus aparelhos pelas janelas, atraso de mais de duas horas na entrega das provas por problemas de distribuição, pessoas saindo com gabaritos e provas antes do horário estabelecido (essa, eu vi pessoalmente).

Realizada a prova, já com os candidatos ressabiados com o que testemunharam, além de todos os comentários do que houve em outros locais de provas, as fases seguintes foram ainda mais trágicas. Primeiro, diversas questões com problemas os mais diversos. Respostas certas consideradas erradas e vice-versa, duas respostas certas em apenas uma questão e, em consequência disso, diversas divulgações de gabaritos alterados, até o dia de divulgação do resultado final, sem que fosse dado qualquer prazo para que aqueles que identificassem qualquer tipo de irregularidade ou se sentissem prejudicados pudessem entrar com recursos e contestações.

No dia 29 de fevereiro último, horas antes da divulgação do resultado final do concurso, com data do dia 28, a Fundação Parque Tecnológico emitiu comunicado na internet anulando duas questões, por apresentarem “semelhanças” com questões de concursos anteriores, do Instituto de Previdência de Campina Grande – IPSEM e do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Eram cópias exatas.

Ainda no dia da divulgação, mais uma vez, um grande número de candidatos protestaram, principalmente através das redes sócias, alegando falhas gravíssimas. Gabaritos lidos errados (em comparação com os gabaritos dos próprios candidatos) em razão da troca de gabaritos em relação às provas (Ex.: prova A, gabarito B), pontuação alterada, ausência de pessoas com ótimos índices de acertos da lista de aprovados e presença de outros que, eles próprios, consideravam-se sem chances.

É lógico que há casos de “jus esperniandi” (o direito de espernear), mas é difícil acreditar, depois de tantos equívocos, que não houvesse nada mais de errado nessa história.

E aí o fato mais grave de todos foi descoberto, finalmente, após a própria Fundação Parque Tecnológico reconhecer que havia “reutilizado” duas questões de provas de outros concursos: segundo os próprios candidatos apuraram, SETE questões da prova de conhecimentos específicos, com total de 20 questões, foram copiadas, ipsis litteris, de outros concursos.

As sete questões foram encontradas pelos candidatos no site www.provasbrasil.com.br e divulgadas na comunidade “Concurso da UEPB” da rede social Facebook.

É ou não é uma verdadeira DES-organização?

Quando um órgão público contrata uma instituição para organizar um concurso, ela – a instituição contratada – está sendo paga, além de por todo o trabalho de receber as inscrições, atender aos candidatos, enfim, organizar toda a logística do certame, para ELABORAR as provas. ELABORAR não é copiar, plagiar, fazer Ctrl+C / Ctrl-V em provas de concursos passados elaboradas por outras empresas.

A Fundação Parque Tecnológico, é simples, NÃO CUMPRIU o contrato com a UEPB, prejudicando, além de todos os milhares de candidatos ao cargo de assistente administrativo, a própria universidade, que agora se verá, com a mais absoluta certeza, diante de uma verdadeira saraivada de ações judiciais de candidatos efetivamente prejudicados por uma prova que deveria ter 50 questões INÉDITAS, chegou ao dia da divulgação do resultado com apenas 47 questões consideradas pela própria instituição organizadora – obviamente a mudança dessas três questões no gabarito influenciou na alteração da lista de aprovados classificados – e que agora descobre-se, deveriam ser, na verdade, APENAS 42 questões válidas.

É ou não é uma VERGONHA?

Para aqueles que acham que questões anuladas não seriam motivo plausível para anulação de um concurso, já que não se pode ter certeza de que os candidatos teriam tido acesso às originais, cito os casos das Prefeituras de Coaraci – BA (veja aqui), São Martinho da Serra – RS (veja aqui) e da Universidade Federal da Grande Dourados – MS (veja aqui), apenas para citar alguns dos vários que o Google me mostrou.

Neste momento em que a UEPB se encontra envolvida em uma discussão com o Governo do Estado, na qual sua principal solicitação é que o governador admita que cometeu um erro ao desrespeitar a lei da autonomia e, com humildade e espírito republicano, possa voltar atrás para atender à legislação e, principalmente, à vontade de toda a comunidade acadêmica e, por que não dizer, de toda a Paraíba, a universidade tem uma oportunidade mais que perfeita de dar um ótimo exemplo ao Governo do Estado.

Não pode e não deve abster-se de seu papel de contratante, desconsiderando um debate válido, real e efetivo que toma neste momento as redes sociais e, em breve, deverá ocupar espaços importantes na mídia e, principalmente, no judiciário.

Mais ainda, não pode, como instituição de ensino superior, diretamente afetada pela desprezível cultura do “copiar e colar” em suas atividades acadêmicas, admitir que uma instituição que se pretende séria e profissional se utilize desse artifício deplorável em uma relação contratual.

A UEPB precisa chamar o feito à ordem.

Chamar a comissão organizadora do concurso, a instituição contratada, o Ministério Público (que já está trabalhando no caso, através do procurador Bertrand Asfora) e representantes dos candidatos para uma reunião, apresentar sua posição, ouvir todos os lados e decidir.

Se mantiver o estado atual das coisas, deverá se preparar para uma dura e longa batalha judicial com centenas de candidatos que pretendem confrontá-la na Justiça.

Se, identificando que de fato o concurso sofreu em sua organização de vícios insanáveis, decidir atender aos apelos dos concursados prejudicados, oferecerá aos 17.277 candidatos inscritos a oportunidade de poderem concorrer novamente, desta vez com a certificação de que o processo tenha o mínimo de qualidade para, de fato, auferir a competência de seus futuros servidores.

De quebra, dará um grande e valioso exemplo a quem não acredita que possa haver sensibilidade, flexibilidade e humildade na gestão pública.

NOTA DO AUTOR: Todas as observações contidas no texto acima referem-se EXCLUSIVAMENTE ao cargo de ASSISTENTE ADMINISTRATIVO do concurso, não se estendendo a nenhum outro. Nos demais cargos não se identificou até o momento nenhum indício de irregularidade. Para o cargo de comunicólogo, especificamente, posso atestar pessoalmente que não houve qualquer tipo de irregularidade e que o seu resultado, tendo como aprovada e classificada a jornalista Luciellen Souza Lima, foi justíssimo, em favor da candidata, e extremamente positivo para a UEPB, que deverá contar em breve com a presença de uma da mais competentes e talentosas jornalistas paraibanas em seus quadros.

24 comentários:

Antenor disse...

Brilhante. Está aí verdadeiramente o que se sucedeu em relação à prova de Assistente Administrativo.
Anularam duas questões por semelhança as quais eu havia acertado e depois se descobriu que mais onze, perfazendo as 13 questões de Arquivologia também foram copiadas. Há duas que estão exatamente como estavam nas provas. Das duas uma, ou devolve os pontos a quem de direito ou anula as 13.

fokos informática disse...

A prova de Auxiliar de biblioteca teve 6 questão plagiadas da prova do IFCE, e 3 do UFSC!

jmeireles disse...

Parabéns, Emerson.
Você conseguiu, de maneira brilhante, expressar nossa indignação!

Rosenato Barreto disse...

Quanto ao cargo de "comunicólogo" só lamento que o conteúdo tenha sido voltado apenas para a produção audiovisual, diferentemente de outros concursos já verificados por mim.

Felipe Marques disse...

Lamentável você como jornalista observar e tendenciar apenas para um lado da questão,sem ver o lado das pessoas que foram aprovadas de maneira lícita,com méritos,questões plagiadas,sempre existirão,todas as bancas fazem isso,nunca foi novidade para ninguém,se for para levar ao pé da letra,todos deveriam ser anulados... deixo aqui minha nota de repúdio ao seu artigo...

Felipe Marques

Emerson Saraiva disse...

Rosenato, sem querer defender, mas já defendendo, o edital e o conteúdo programático do cargo de comunicólogo já previa que a vaga seria para profissional com conhecimentos específicos dessa área. No concurso passado, por exemplo, a vaga era para comunicólogo da área de Publicidade.

Felipe, entendo que quem foi aprovado e classificado, neste momento, deseja mesmo é que o processo seja concluído, o concurso homologado e a convocação realizada, já que efetivamente não teve qualquer culpa ou benefício graças à irregularidade, mas não será porque o plágio tornou-se uma "regra" que deixará de ser motivo para cancelamento do certame (como já foi em várias outras oportunidades) e, neste caso específico, de uma instituição de ensino superior onde o procedimento é completamente reprovável, absolutamente inaceitável.

Jorge Mendes disse...

Parabéns, Emerson!
Breve relato dos reais acontecimentos ocorridos neste concurso da UEPB!
Como jornalista, você tem que ser a favor da verdade dos fatos, doa em quem doer!

liam disse...

Caro Jornalista, suas acusações são graves, o senhor deveria ouvir mais pessoas antes de postar notícias como essa. Algumas das medidas citadas pelo senhor, como alteração de gabarito, contagem de questões diferentes do candidato ou recebimento de folha de respostas diferente da prova não são medidas para se anular um concurso. A primeira é de discricionariedade da banca (e fui prejudicado com isso), a segunda pode muito bem decorrer de erro do candidato ao marcar sua questão na folha de respostas, e a última é dever do candidato ao receber a folha de respostas conferir se está tudo correto, e, se não, imediatamente pedir a troca da Folha ou tomar alguma medida na hora. Em relação a questões parecidas com a de outro concursos, quem faz concurso sabe que sempre, e sempre mesmo, há questões semelhantes, até por isso se estuda respondendo questões de provas anteriores, e, com todo respeito, não é isso que desrespeita o princípio constitucional da isonomia. São acusações muito graves, e pior, sem prova alguma, o que as torna ainda mais frágeis.

Yuri Igor disse...

PURA VERDADE!

line disse...

Se alguem se sentiu prejudicado tem todo o direito de reclamar mas que reclamasse e recorresse antes do resultado do concurso, pq o que eu percebi nas redes socias q tinha muita gente reclamando mas cada um " puxando a sardinha" pro seu lado, e dizendo que so iria se manifestar depois do resultado, quer dizer se eu passar eu reclamo se eu não passar eu não reclamo, pura malandragem. Se tinha algumas questões plagiadas era possivel perceber até durante a prova e e depois entra com recurso, mas não, os espertinhos so vieram perceber isso quando não viram seu nome na lista. E por isso afirmo pura malandragem de quem não passou. Perceber esses erros so depois do resultado é muito coveniente.

Wesley disse...

Liam.

E quando nenhuma candidato foi informado de que havia mais um tipo de prova, como ele iria saber se estava trocado, pois é unânime que em todos os locais que os fiscais não alertaram sobre isso.

Lucas disse...

O rapaz que falou que sempre existiu questoes semelhantes, viajou..pois pode até ser que exista mesmo, mas 13 questoes sáo mais de 60% meu caro da prova especifica ... absurdo vc dizer isso. Vc foi classificado num foi????

Josivan vasconcelos disse...

Deixa de conversar besteira, o chororo de quem não passa é velho, vam estudar mais pro próximo e deixem de chorar. Sei que possivelmente vai me reprimir mais saiba que você deve agir com democracia e postar meu comentário.

Ednaldo Cosmo disse...

O mais absurdo é que a uepb não se manifestou diante desse festival de baderna. como uma universidade com várias mentes brilhante em seu quadro de pessoal deixa em seu concurso aplicasse questões plagiadas de outros concursos anteriores

Ednaldo Cosmo disse...

O mais absurdo é que a uepb não se manifestou diante desse festival de baderna. como uma universidade com várias mentes brilhante em seu quadro de pessoal deixa em seu concurso aplicasse questões plagiadas de outros concursos anteriores

Lidiane Silva disse...

Parabéns,Emerson.
Desde que sai da sala da prova que manifesto o meu repúdio em relação à desorganização desse concurso. Está existindo uma guerra entre aprovados e não aprovados, mas na verdade a culpa não é de quem se prestou ao certame e sim da organizadora. Você fez a melhor síntese das irregularidades. Espero que a justiça será feita.

rcavalcanti disse...

Ótima colocação Emerson!
O pessoal ainda esqueceu de comentar que além dos plágios ainda teve questão como duas respostas certas. Isso também não pode. O edital disse que haveria apenas uma resposta correta para cada questão. Esperamos justiça!

Valdimary Oliveira disse...

Caros, o que observo é que de um lado os que foram aprovados defendem o concurso, os que não foram, pelo contrário, protestam...na minha opinião o que de fato importa é como o certame foi realizado, independente dos resultaods obtidos...que garantia se tem de que a elaboradora usou do princípio da isonomia, quem garante que os aprovados são de fato merecedores e que os reprovados realmente o foram? Fui umas das desclassificadas com 39 acertos, 18 especificas e no resultado apareciam 13 questões e 3especificasé o. O que espero é o minímo de respeito da examinadora com os concursandos, independente da colocação do concurso o que se espera é decência e legalidade no processo.

Márcio disse...

Parabéns Emerson pelo artigo, mas gostaria de lembrar a todos que o Concurso para Professor do Ensino Superior também teve seus problemas, não muito divulgado, como é comum nas Universidades, mas houve até banda destituída e caso de Professora aprovada com média dez na didática, estranho que a Candidata é Diretora do Campus de Araruna, exatamente o Campus que ela prestou concurso. Fazendo uma analogia, é como um Presidente de um Tribunal de Justiça fazer concurso para Juiz de Direito para o próprio Tribunal do qual ele é Presidente atual (no caso da candidata, ela é Diretora Biônica, nomeada pela Reitora, com média 10,0 na prova da etapa mais subjetiva do certame.

girleno disse...

concerteza,sem duvida nenhuma que esse concurso tem que ser anulado,pois por causa da impludência da organizada que muitos concurseiros foram prejudicados,nao tirando o mérito de quem conseguiu ser classificado,mais tem que ser anulado para redimir do erro absurdo...e dar mais uma chance aos prejudicados...

girleno disse...

concerteza,sem duvida nenhuma que esse concurso tem que ser anulado,pois por causa da impludência da organizada que muitos concurseiros foram prejudicados,nao tirando o mérito de quem conseguiu ser classificado,mais tem que ser anulado para redimir do erro absurdo...e dar mais uma chance aos prejudicados...

Concurseira disse...

Ótimo texto para descrever a atual situação do certame. Só uma passível correção:
O número de inscritos 17.277 se refere apenas ao cargo de campina grande, ainda tem as outras cidades. Portanto soma-se 862 (ARARUNA), 858(CATOLÉ DO ROCHA), 248 (GUARABIRA), 2216(JOÃO PESSOA), 196 (LAGOA SECA), 463 (MONTEIRO), 892(PATOS). Ou seja, “oferecerá aos 23.012 candidatos inscritos a oportunidade de poderem concorrer novamente”

Nilda Medeiros disse...

O que eu acho mais engraçado é que quem ta mais reclamando é o pessoal de nível médio, pois os que fizeram prova de nível superior viu-se pelas experiências de concursos anteriores que questões específicas são sempre semelhantes no concurso. Sabemos que temos que assinar o gabarito, pois desde o vestibular é a única garantia da correção do que fizemos!
Eu mesma terminei a prova faltando 15 mínimos para as duas horas mínimas de se ausentar do prédio, e não pude sair tive que esperar até o cumprimento do horário. Não houve nenhum de celular na sala onde estava e só pude ir ao banheiro com fiscal.
Minha prova de português foi em cima de uma artigo de periódico de uma professora da UFPB e portanto não houve nenhum plágio, na minha prova não!!!!! passei por méritos próprios e não vou aceitar a anulação por completa do concurso, o certo é se for anulada sim: assistente administrativo, auxiliar de biblioteca e algum outro que realmente teve um montante que seja realmente reconhecido como plágio e não com semelhante!

Renan Farias disse...

Sem dúvidas: instalou-se uma guerra entre aprovados e reprovados. Marinheiros de primeira viagem é o que tenho a dizer dos concurseiros que fizeram o concurso da UEPB e que neste momento se mostram inexperientes, fazendo apenas reclamar da situação da organização da prova, e reivindicando questões ditas plagiadas, quando nós sabemos, pelos menos o que já fazem concurso a um bom tempo, que é NOTADAMENTE NORMAL, existirem provas com questões semelhantes de outras provas. Seja da própria instituição organizadora, seja de outras. A verdade é o seguinte: do mesmo jeito que vocês "desesperados" estão entrando com recurso para tentarem anular o concurso, eu que fui aprovado em nível superior, também entrarei para ter os meus direitos. Então, nessa baderna toda, vamos ver o que a justiça considerará, eu que fui aprovado, ou os que não foram e estão reclamando? Uma coisa é certa, ficar informando a sociedade com artiguinhos chulos como este em blogs que não são respeitados, não os levará a nada. Você jornalista que não foi aprovado, está no grande número dos que só reclamam porque não foram aprovados. Sabemos bem o nome disso, mas que não posso mencionar! Se censurar, o importante é que você viu o final dessa mensagem.